terça-feira, 28 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Poesia de Drummond

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo, 
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

segunda-feira, 23 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Poesia de Valério Márcio

Soneto 

                  de felicidade

A felicidade mora aí, bem do teu lado,

E triste ficas, sem ao menos perceber
Que ela vem qual pé-de-vento, amor alado,
Tu não percebes, pois insistes em sofrer.

Felicidade é um dom, lindo, sagrado,
Razão sublime, bela e pura de viver.
Esqueça agora, as tristezas do passado,
E lembres que há um Deus no alto a te erguer.

Siga sorrindo, vá feliz na vida afora,
Despreze os males, a angústia, o rancor.
Neste momento de segundo, nesta hora,

Está contigo o soberano Criador.
E cante,  e lute, e vive, e ame. A vida adora
Aqueles que carregam a paz, límpido amor.

Bob.

Poesia de Vinicius de Moraes

Soneto de Fidelidade

 

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

 

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure